pardais, sonhos e van gogh

#23 da minha mesa de desenho


olá amigos, como vocês estão?

eu estou terminando a arte-final da página 220 do meu gibizão. ainda tem cores e revisão, mas tá pertinho do final! quantas vezes eu já disse isso? eu nem sei mais.


 

segunda dose, tatuagens e o retorno à sociedade


minha segunda dose tem data: 5 de outubro. com ela se aproxima também a data que voltarei à sociedade, voltarei a usar calças e encontrarei outras pessoas além da minha família: clientes e colegas. é empolgante e assustador ao mesmo tempo! será que eu ainda sei me comportar entre outros humanos?? veremos.


 

obrigada, ana, por me mostrar esse poema da emily dickinson:

“A esperança é a coisa com penas Que empoleirada na alma, Canta a melodia sem palavras, E nunca para, E mais doce na ventania é ouvida; E dolorida deve ser a tempestade Que poderia abater o passarinho Que manteve tantos aquecidos. Eu a ouvi na terra mais gelada, E no mar mais desconhecido; No entanto, nunca, nos extremos, Ela pediu uma migalha de mim.”

“Hope is the thing with feathers That perches in the soul, And sings the tune without the words, And never stops at all,And sweetest in the gale is heard; And sore must be the storm That could abash the little bird That kept so many warm. I’ve heard it in the chillest land, And on the strangest sea; Yet, never, in extremity, It asked a crumb of me.”



 


BORGES PONGA é o melhor nome de personagem do mundo!


 

tentando conquistar pardais


quem acompanha meus stories já está familiarizado, porque basicamente é só isso que eu posto lá: pardais da sacada. é uma vida muito agitada e cheia de emoções a minha, não é mesmo?


primeiro a gente tentou o astolfo, que foi duramente rejeitado:



aí alguém esperto deu a real no tt:



aí a gente colou um papel escondendo a cara feia do astolfo e eles se animaram.

depois de um tempo tiramos o papel e aos poucos os pardais e heitor foram se acostumando com astolfo. muito devagar e cheio de receios, porém astolfo conquistou o coração, digo, a barriga deles.


hoje a gente fez uma "casinha" (casinha = um vaso virado) e não é q os bichos morrem de medo também? a comida ali não costuma durar mais que algumas horas, mas desde que colocamos a "casinha" eles ficam na volta fazendo um barulhão e se bicando, mas quase nenhum se anima a entrar.


só o borgers ponga ali se anima a chegar perto da casinha por enquanto


 

ainda falando de passarinhos, eu ando muito apaixonada por essa conta no instagram:


já pensou uma sacadona assim cheia de papagaios e todos eles são teus amigos, posam no teu ombro, etc?? hoje em dia meu ideal de vida seria algo assim, com esses vizinhos e com um pequeno estúdio nos fundos.

por enquanto eu me contento com os pardais briguentos. eu amo aqueles psicopatinhas.


 

vocês têm o costume de anotar sonhos? eu tenho esse hábito e é interessante porque anotando a gente percebe os temas que se repetem. nos últimos tempos o principal tema dos meus sonhos é: amizade. todas as noites eu sonho com amigos, alguns ainda próximos que falo quase diariamente, mas também amigos da infância e adolescência que perdi contato. é estranho porque eu acordo com saudade dessas pessoas com quem não falo há tantos anos. eu sei que estão bem (bom, por rede social todo mundo parece bem né) e às vezes fico com vontade de mandar uma mensagem, mas seria meio esquisito, eu acho. eu também tenho sonhado muito com praias vazias, aí perguntei pro google o que significa e achei um site que tem 40 cenários oníricos envolvendo praia e seus signficados, tem até comer sorvete na praia: significa que você está exagerando nas suas atitudes. e você achando que era um só um sorvetinho. mas acho que meu preferido é a toalha de praia: sonhar com uma toalha de praia significa iluminação e sabedoria, que tudo no universo está conectado. aposto que você nunca pensou que uma toalha pudesse ser tão intensa! quem quiser ler, o link ó.

tem praia no meu gibi também:


 

eu já falei por aqui sobre esse livrão do van gogh que estou lendo há meses (um ano?) agora cheguei na parte que o coitado tá internado no hospício, viajando intensamante na maionese (ainda se usa essa expressão ou tá velha demais?) mas segue pintando, obviamente e tem seus momentos de clareza. aí ele tá participando de uma exposição de verdade pela primeira vez (só os quadros, ele não vai pois: hospício), e olha a baderna que rolou:


"Nas elegantes galerias do Palais des Beaux-Arts, os girassóis, o trigal, o pomar e o vinhedo ocuparam pela primeira vez um lugar ao lado de obras de Cézanne, Renoir, Toulouse-Lautrec, Signac e Puvis de Chavannes. Mas os holofotes do artigo de Aurier deixaram todos os demais na sombra. Críticos tradicionalistas, que ainda não tinham perdoado Les Vingt por apresentar os pontilhados de Seurat ao mundo em 1887 — e nunca hesitavam em declarar que qualquer desvio das convenções acadêmicas era “loucura” —, perderam a fala, perplexos diante das imagens bravias de Vincent. Mas os artistas e críticos da vanguarda se uniram, redobrando o ataque. Elogiaram o “empastamento impetuoso” e os “efeitos poderosos” de Vincent. “Que grande artista!”, exclamavam. “Instintivo... um pintor nato.” As emoções aumentaram a ponto de criar sérias brigas. No jantar oficial de Les Vingt, um dos integrantes disse que Vincent era “um charlatão”, o que fez Toulouse-Lautrec se pôr de pé num salto, em suas perninhas curtas, gritando “Absurdo! Calúnia!” e exigindo uma retratação. Para defender a honra do “grande artista” Vincent, Lautrec desafiou o detrator para um duelo. Depois de resolver o entrevero (obrigando o cético a renunciar), Octave Maus, fundador de Les Vingt, escreveu a Theo para informar que a obra de Vincent provocara muitas “discussões candentes” e ganhara “grande apoio artístico” em Bruxelas." (from "Van Gogh: A vida" by Gregory White Smith, Steven Naifeh, Denise Bottmann)


fiquem bem, meus consagrados!

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